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Gonguê e Agogô

Instrumento de percussão idiofone, essencialmente de origem africana (tradição banto), fundamental no Maracatu de Baque Virado (Nação) em Pernambuco, Brasil.

Gonguê

É um sino de metal (ferro/aço) com boca achatada, tocado com uma baqueta, que define o ritmo do cortejo e possui funções sagradas nos terreiros.


Raízes africanas, com o termo derivado de ngongue, introduzido no Brasil durante o período escravagista.


Atua como o "maestro" do baque virado, ditando o ritmo que as alfaias devem seguir. É considerado um instrumento de "toque sacramental".


É maior que um agogô comum, permitindo um som mais robusto e alto para se destacar no conjunto de percussão. Possui um cabo de ferro, muitas vezes apoiado no corpo do músico, facilitando o transporte durante os cortejos.


Agogô

O Agogô também de origem africana, especificamente da cultura Iorubá (ioruba), trazido ao Brasil pelos povos escravizados a partir do século XVI. No contexto do maracatu e outras expressões afro-brasileiras, ele é um dos instrumentos mais antigos e fundamentais, marcando o tempo e a pulsação do ritmo.


A palavra "agogô" vem do iorubá e significa "sino". Também é conhecido como gan (no candomblé) ou gonguê (versão maior, mais comum no maracatu).


Chegou ao Brasil nos navios negreiros e era utilizado tanto em cultos religiosos quanto para sinalizar a aproximação de feitores na época da escravidão.


O agogô é considerado o instrumento que "impõe o tempo da marcação" e, segundo a tradição afro-religiosa, está ligado a Ogum, o orixá senhor dos metais.

Vou citar aqui o meu amigo e mestre do “Sino”, Ed Cardin, que tantos batuqueiros deixou surdo.

 
 
 

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